Como o «Cubo» - o complexo olímpico de piscinas - muda de cor, com a iluminação especial. Cada vez mais, este começa a ser o projecto arquitectónico que mais prende as atenções em Pequim
domingo, 25 de maio de 2008
Vídeo: As cores do «Cubo»
Triatlo: Vanessa continua a ganhar
Duas semanas depois do triunfo no Campeonato da Europa, em Lisboa, Vanessa Fernandes voltou ser a primeira a cortar a meta. Desta vez, em Madrid e com mais um recorde: tornou-se a atleta com o maior número de vitórias em provas da Taça do Mundo (20),a que há a acrescentar o facto de ter ganho pela sexta vez a competição na capital espanhola.
A pouco mais de dois meses dos Jogos de Pequim, Vanessa precisa de continuar com esta esta «sede de vitórias» para poder alcançar o título mais desejado: o olímpico. Até porque se nota que a sua mais directa rival nesse objectivo, a australiana Emma Snowsill, anda a reservar-se, como querendo oferecer todo o favoritismo à portuguesa.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Pequim: A concorrência de Nelson Évora
A pouco mais de dois meses para os Jogos Olímpicos, Nelson Évora começa a baixar as expectativas, com uma notícia no seu site em que faz realçar a qualidade dos seus concorrentes. Uma jogada inteligente, que lhe permite trabalhar com mais tranquilidade, de forma a atingir os objectivos propostos para Pequim: um lugar no pódio - aquilo que se exige a um campeão do mundo.
Mas convém recordar algumas das passagens da notícia colocada agora no site oficial do atleta:
«Nelson Évora costuma alhear-se da concorrência, realizando sempre as suas provas ao máximo. Contudo é de constatar que são muitos os atletas que parecem estar em forma para buscar uma medalha nos Jogos Olímpicos de Pequim, onde pela sua condição, Nelson Évora será sempre um dos atletas que estará pronto para essa luta.
No ano de 2008 existem já 8 atletas acima de 17 metros em provas ar livre, sem contar com os atletas que brilharam na época de pista coberta. Ainda sem Nelson Évora, que este ano ainda não competiu em Ar Livre, podem-se contar desde já com os seguintes atletas:
- Arnie David Girat (Cuba) - 17.50 metros
- Jefferson Sabino (Brasil) - 17.28
- Jadel Gregório (Brasil) - 17.27
- Leevan Sands (Bahamas) - 17.25
- Rafeeq Curry (Estados Unidos da América) - 17.22
- Osniel Tosca (Cuba) - 17.12
- Ndiss Kaba Badji (Senegal) - 17.07
- Kenta Bell (Estados Unidos da América) - 17.04
Todas estas marcas foram obtidas numa altura da época em que os grandes meetings mundiais ainda não ocorreram, e ainda sem os principais atletas europeus. Lembre-se que a época de meetings começa mais cedo nos continentes americanos, sendo normal a presença maioritária de atletas norte, centro e sul americanos nos topos das listas mundiais.
Além de Nelson Évora, outros atletas não entraram ainda em acção, como são os casos de Christian Olsson (Suécia), que depois de uma longa ausência por lesão está prestes a regressar, Phillips Idowu (Grã-Bretanha) que poderá aparecer em força depois do título mundial em Pista Coberta, entre outros grandes nomes do Triplo Salto mundial.
Em breve Nelson Évora começará a alimentar o seu espírito competitivo, com a presença em algumas importantes competições (como a Taça da Europa), e em alguns importantes meetings mundiais...
sábado, 17 de maio de 2008
Pequim: A vitória discreta de Natalie Du Toit

Oscar Pistorius pode merecer toda a simpatia do mundo e até justificar o impacto mediático de que é alvo, mas será que ninguém se lembra da sua compatriota Natalie Du Toit? Vamos ser claros: aquilo que para Pistorius é ainda um sonho, para Natalie du Toit é já uma realidade.A nadadora sul-africana (uma das estrelas dos Paralímpicos de Atenas, em 2004) tornou-se a primeira atleta amputada a conseguir a qualificação para os Jogos Olímpicos. A não ser que lhe suceda algum azar, Natalie vai participar, com todo o direito desportivo, nos Jogos Olímpicos de Pequim, na nova prova de 10 km em águas abertas.
O «bilhete» foi conseguido no início de Maio, nos Mundiais de Sevilha, onde ela acabou a prova em quarto lugar, com o tempo de 2 horas, 2 minutos e 7,8 segundos, apenas 5,1 segundos menos que a vencedora, Larisa Ilchenko, da Rússia.
Se a luta de Oscar Pistorius é emocionante, a história de Natalie DuToit é inspiradora, uma lição de como se pode vencer a adversidade e as desilusões da vida.
Natalie é nadadora quase desde que se conhece. Em 2000, aos 16 anos, falhou por muito pouco a qualificação, em três provas, para os Jogos Olímpicos de Sydney. Mas todos sabiam que, quatro anos depois, em Atenas, seria quase de certeza uma das representantes da África do Sul, tal a sua margem de progressão.
O que ninguém contava é que, em 2001, quando se dirigia de motocicleta para mais uma sessão de treinos fosse «atropelada» por um carro, que lhe desfez a perna esquerda, obrigando à amputação abaixo do joelho.
Determinada, ultrapassou o choque e não desistiu. Continuou a rotina diária de treinos e os resultados voltaram a aparecer. Logo em 2002, atingiu a final dos 800 metros livres nos Jogos da Commonwealth - a primeira atleta amputada a conseguir esse feito numa grande competição internacional.
No entanto, os seus tempos não foram suficientes para garantir a qualificação para os Jogos Olímpicos de Atenas, obrigando-a a participar apenas nos Paralímpicos, onde ganhou cinco medalhas de ouro e uma de prata.
Decidida a perseguir o seu sonho olímpico, Natalie viu uma oportunidade abrir-se quando o Comité Olímpico Internacional decidiu incluir as provas de natação em águas abertas no programa dos Jogos de Pequim. As suas contas foram lógicas: se nas provas de 800 e 1500 metros ela quase conseguia acompanhar as melhores, o mais certo era diminuir ainda mais essa diferença nas competições longas, fora da piscina, onde a resistência pode compensar o facto de nadar com uma perna mais curta.
Conseguiu-o. E vai estar, por direito próprio, em Pequim, porventura a lutar pelas medalhas. Uma história fantástica!
Pequim: A primeira vitória de Pistorius

Oscar Pistorius, o sul-africano com as pernas amputadas abaixo do joelho, está autorizado a competir nos Jogos Olímpicos de Pequim e em todas as provas oficiais de atletismo. Foi essa a decisão do Tribunal Arbitral de Desporto, que considerou não existirem provas científicas de que as próteses usadas pelo atleta constituam uma vantagem face aos outros concorrentes.
A decisão colheu, naturalmente, a simpatia de todos os amantes do desporto,pela possibilidade que abre: a de ver um atleta, aparentemente diminuído fisicamente, a poder lutar pelo sonho da sua vida. É mais uma barreira que se quebra para as pessoas com deficiência
Mas não deixa de ser uma decisão surpreendente. É preciso não esquecer que na única vez em que Oscar Pistorius submeteu as suas próteses a testes independentes, no prestigiado Instituto de Biomecânica e Ortopedia da Universidade do Desporto da Alemanha, o veredicto foi claro: as suas pernas de fibra de carbono representam «uma vantagem mecânica e uma poupança de energia». Foi com base nisto que a Federação Internacional de Atletismo decidiu, em Janeiro, barrar a entrada de Pistorius nos Jogos. O que mudou, entretanto?
A resposta chama-se: Dewey & LeBoeuf, uma firma de advogados que a revista Forbes já considerou a melhor do mundo e que, no passado, litigou e venceu as principais organizações desportivas dos Estados Unidos, como a NBA, a NHL e a NFL. Ao que parece, o«caso» Pistorius ocupou, durante meses, uma equipa internacional de 11 juristas, entre os quais se encontravam quatro dos sócios principais do escritório.
A decisão de permitir Oscar Pistorius de participar nos Jogos Olímpicos não foi, de facto técnica ou desportiva, mas puramente jurídica (e, claro, muito simpática, reafirmo-o).
Mas não é uma decisão que transporte, automaticamente, o atleta sul-africano para os Jogos de Pequim. Agora falta o «exame» desportivo: Oscar Pistorius tem de conseguir os mínimos na prova dos 400 metros para se poder classificar. E, para isso, tem que reduzir em um segundo (uma eternidade, a este nível!) o seu melhor tempo, algo que terá de ser conseguido até ao prazo limite de 31 de Julho.
Caso não o consiga, só lhe resta ser seleccionado para a estafeta de 4x400 metros. Mas também para isso é preciso que a África do Sul consiga a qualificação.
Para já, a vitória de Oscar Pistorius é apenas a de poder continuar a sonhar com a glória olímpica. Exactamente como milhares de atletas por esse mundo fora.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Portugal: Lanterna chinesa inspira 'pin' nacional

As tradicionais lanternas chinesas inspiraram o desenho do pin oficial da Missão de Portugal aos Jogos Olímpicos de Pequim de 2008.
Para os responsáveis do Comité Olímpico de Portugal, o simbolismo da escolha é também um sinal de esperança: esta pode ser a luz que vai guiar os atletas portugueses ao sucesso nas pistas e estádios de Pequim.
Em qualquer caso, o pin vai cumprir, entre os atletas e restantes membros da delegação portuguesa, a sua tarefa mais «nobre»: auxiliar nos contactos com os membros das outras delegações (o convite para a troca é sempre um bom motivo de conversa...) e ajudar a desbloquear as situações burocráticas (a oferta de um pin ajuda a quebrar o gelo...).
Pequim: Portugal no edifício A-4

Quem já lá foi diz que são as melhores instalações de sempre. Nunca se viu uma Aldeia Olímpica tão funcional, harmoniosa e quase luxuosa como a de Pequim. «Parece mais um bairro residencial de luxo do que uma Aldeia Olímpica», diz mesmo Manuel Boa de Jesus, o chefe da missão olímpica portuguesa, que já inspeccionou, agradavelmente, o edifício A-4, reservado à comitiva nacional.
A grande novidade nesta Aldeia é que foi construída em altura, com edifícios de seis pisos. Um pormenor relevante: a área total da Aldeia é muito mais reduzida do que as anteriores, ocupando, por exemplo, apenas um terço da de Atenas - reduzindo, dessa forma, o tempo de deslocação dos atletas para as refeições e os locais de treino.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Portugal: A moeda para os Jogos de Pequim

A Imprensa Nacional Casa da Moeda, o Comité Olímpico de Portugal e o Continente apresentaram hoje a Moeda Comemorativa da Participação Portuguesa nos Jogos Olímpicos de Pequim, da autoria do escultor José Teixeira.
No valor de 2,5 € e em edição limitada de 487 500 exemplares, a versão normal desta nova moeda é distribuída no país através das Lojas Continente, numa iniciativa inédita no sector da distribuição em Portugal. As moedas serão fornecidas como troco, nos pagamento em dinheiro, nos dias 8 de cada mês (de Maio até Agosto), numa acção integrada no apoio do Continente ao Comité Olímpico de Portugal e à delegação olímpica portuguesa.
Vídeo: A tocha subiu ao Everest
Conforme prometido, os chineses cumpriram e levaram mesmo a tocha olímpica ao cume do mundo, o Everest (conhecido na China como Zhumulangma). Indiferentes a todos os protestos. Mais uma vez
sábado, 3 de maio de 2008
Pequim: Mihchael Johnson aposta em Tyson Gay
O recordista mundial dos 200 e 400 metros, Michael Johnson acredita que o norte-americano Tyson Gay vai ganhar as medalhas de ouro nas Olimpíadas de Pequim nas duas principais provas de velocidade: os 100 e os 200 metros.
«Gay é mais consistente que Asafa Powell e comporta-se melhor nas grandes competições. Ele ganhará as duas provas de velocidade em Pequim. Powell é um grande talento, mas costuma falhar nos compromissos importantes», disse Johnson.
Questionado sobre a situação do ex-velocista Maurice Greene, agora acusado de ligações ao doping, Johnson (que manteve com Greene algumas discussões acaloradas durante a disputa sobre quem seria o homem mais rápido do mundo) mostrou-se cauteloso, mas duro: «Ele tem uma montanha de perguntas a responder. Vai ser interessante ver o que acontece.»
Johnson ainda revelou acreditar na possibilidade de Haile Gebrselassie, atual recordista mundial da maratona, mudar da ideia e competir na prova em Pequim: «Não haverá poluição na cidade na época das Olimpíadas. Os chineses vão fechar as fábricas para ter certeza de que os céus estarão limpos.»
Quanto à possibilidade de boicote aos Jogos, foi taxativo: «Os boicotes de 1980 foram péssimas idéias e as pessoas deveriam ter aprendido com eles.»
Pequim: Obikwelu promete medalha
Em entrevista à Visão, a publicar na próxima edição (7 de Maio),Francis Obikwelu promete uma nova medalha olímpica, como forma de gratidão para com os portugueses que o acolheram.
«Posso garantir que, pelo menos, vou lutar por isso», disse Obikwelu, em Madrid, onde reside e treina desde há cinco anos.
É um bom sinal. E a prova de que está cheio de confiança. A mesma, aliás, que evidenciava antes dos Jogos Olimpicos de Atenas, de boa memória, onde conquistou a prata nos 100 metros.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Pequim: Débora Nogueira qualificada na esgrima
Débora Nogueira, atleta da Federação Portuguesa de Esgrima, é a 58.ª atleta portuguesa qualificada para os Jogos Olímpicos de Pequim, após ter obtido o segundo lugar no Torneio de Qualificação realizado em Lisboa.
A atleta do Ginásio Clube Português chegou à final do torneio, na qual perdeu com austríaca Sandra Kleinberger (15-4), depois de eliminar a grande favorita, a holandesa Indra Amgav-Gaur, nas meias-finais, por 14-13.
Débora Nogueira é apenas a segunda atiradora portuguesa a participar nos Jogos Olímpicos, depois de Maria José Nápoles, que disputou a primeira eliminatória da competição de Florete dos Jogos de Roma, de 1960.
Da Federação Portuguesa de Esgrima, além de Débora Nogueira, a Missão de Portugal inclui Joaquim Videira, que disputará a competição de Espada.
A competição de Espada masculina em Pequim decorre no dia 10 de Agosto, a partir das 10h00 locais, e a de Florete Feminino no dia seguinte nos mesmos horários.
sábado, 26 de abril de 2008
Vídeo: Momentos perfeitos (3): Tommie Smith
A vitória de Tommie Smith nos 200 metros, nos Jogos Olímpicos do México 1968, com um recorde mundial (19,78 segundos) que iria durar 11 anos - e quantos mais teria permanecido imbatível se ele não tivesse levantado os braços e relaxado nos últimos metros antes da meta. A prova do excelente atleta que era Tommie Smith - infelizmente, hoje, quase apenas lembrado pelo seu gesto no pódio (com John Carlos, terceiro classificado) de erguer o punho e baixar os olhos para o chão, enquanto tocava o hino dos EUA e a bandeira subia ao mastro principal. Quantos mais recordes poderia ter batido Tommie Smith se não lhe tivessem cortado a carreira naquele momento?
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Vídeo: Momentos perfeitos (2) - Bob Beamon
O salto de Bob Beamon de 8,90 metros, nos Jogos Olímpicos do México, em 1968. Chamaram-lhe (e com razão) o «record do século». Durou até 1991, quando Mike Powel saltou 8,95 metros, em Tóquio, nos Campeonatos do Mundo.
Vídeo: Momentos perfeitos (1) - Nadia Comaneci
O exercício de Nadia Comaneci nos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976. Naturalmente, um 10!
Tibete: Pequim vai receber representante do Dalai Lama
O governo de Pequim vai reunir-se, nos próximos dias, com o «representante privado» do Dalai Lama, por causa da questão do Tibete.
Com este anúncio, divulgado a 25 de Abril pela agência oficial Nova China, Pequim conseguiu dar um avanço extraordinário na questão tibetana e, ao mesmo tempo, responder às «exigências» de alguns líderes ocidentais para poderem aceitar estar presentes na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos.
Segundo uma fonte oficial do governo de Pequim, citada pela Nova China, «a política do governo central em relação ao Dalai tem sido consistente e a porta do diálogo permaneceu sempre aberta.»
«Espera-se agora que através dos contactos e consultas, o lado do Dalai vá tomar medidas credíveis e parar com as actividades destinadas a dividir a China, parar com os incentivos à violências e deixar de sabotar os Jogos Olímpicos de Pequim e criar condições para conversações.»
É assim a diplomacia chinesa. E parece-me que, depois destas conversações, há alguém que se vai sentir «entalado».
quinta-feira, 24 de abril de 2008
França: Sarkozy volta a ameaçar boicotar a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos
Um ano depois de ser eleito, o Presidente francês quis deixar a sua marca na política internacional e anunciou, em entrevista televisiva, a possibilidade de boicotar, com a sua ausência, a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim. A sua única condição para que isso não suceda é que Pequim inicie, de imediato, o diálogo com o Dalai Lama.
Mas, no seu caso, percebem-se outras razões:
1) Em França, a posição da opinião pública é, desde há muito, favorável ao Tibete.
2) A comunidade chinesa em França, apesar de relativamente numerosa, não tem qualquer expressão em termos de opinião pública.
3) A opinião pública francesa é muito pouco favorável ao actual equilíbrio de forças no Comité Olímpico Internacional, especialmente depois de terem perdido a organização dos Jogos de 2012 para a rival Londres.
domingo, 20 de abril de 2008
Pequim: Chineses boicotam produtos franceses
Sucedem-se as notícias sobre os apelos de boicote e campanhas de protesto aos produtos chineses na China. Tudo por causa da «recepção» dada em Paris à tocha olímpica. E das declarações de Sarkozy a admitir um boicote à cerimónia de abertura dos Jogos.
Há sinais que não podem ser ignorados.
A polémica da tocha começa, de facto, a dividir o mundo em dois blocos. E os franceses arriscam-se a ficar isolados no meio disto tudo. É preciso não esquecer que, em 2012, os Jogos serão em Londres e, nem que seja só por causa disso, há um lado institucional que os ingleses vão ter que manter com a China. Por exemplo este: a 24 de Agosto, na cerimónia de encerramento, o mayor de Londres (qualquer que saia vencedor das eleições de 1 de Maio) vai ter de subir ao palco principal do estádio para receber a bandeira olímpica das mãos do seu homólogo de Pequim. E uma vasta delegação britânica vai ser obrigada a acompanhar os Jogos de Pequim a par e passo e bem por dentro, como forma de perceber todos os problemas de organização de um acontecimento com esta complexidade.
Ou seja: os ingleses, quer queiram quer não, vão ter de estar em Pequim. E com um forte nível de colaboração.
No meio disto, percebe-se até alguma desta «má vontade» francesa para com o movimento olímpico (criado, precisamente, por um francês, o barão Pierre de Coubertin): afinal de contas, Paris até perdeu para Londres a organização dos Jogos de 2012. E isso é algo que os chineses sabem muito bem e que, de certeza, ainda irão aproveitar como argumento nos próximos tempos.
Pequim: Faltará alma ao «Ninho»?

O Estádio Olímpico, desenhado por Herzog e Meuron, é um dos símbolos dos Jogos de Pequim. Ao longo dos últimos quatro anos, temos sido bombardeados com todo o tipo de imagens possíveis sobre aquela intricada estrutura de aço, alcunhada de «Ninho»: maquetes, desenhos em três dimensões, diversas fases da sua construção, pormenores, vistas aéreas, artísticas, técnicas. E sempre abrimos a boca de espanto.
Agora, finalmente, o estádio começou a ser usado para aquilo que serve: as competições desportivas. E começamos a receber as primeiras fotografias feitas do seu interior, junto à pista de tartan, com os atletas em acção (como esta lá em cima). E... parece que falta qualquer coisa. Parece que falta uma personalidade, uma alma, uma identidade É um estádio, mas sem nada que o distinga em particular. Falta-lhe, por exemplo, um arco como o que Santiago Calatrava concebeu para o estádio de Atenas. Ou a grandeza funcional do estádio de Sydney. Ou a história do Olímpico de Barcelona. Pode ser uma impressão apressada, mas parece que falta qualquer coisa...
Olímpicos: Jogar a vida em 5 minutos
A frase está no blogue de Joaquim Videira e resume, de forma fria e cruel, o momento culminante de um atleta de alta competição a tentar obter um lugar nos Jogos Olímpicos. Num post sobre os Europeus de judo, em Lisboa, Videira (já apurado na esgrima) conta o seu encontro com Pedro Dias, o judoca que passou longas semanas lesionado e que tinha naquele torneio a sua última possibilidade de carimbar o bilhete para Pequim.
«Momentos antes de disputar a atribuição da medalha de bronze, que lhe garantia o apuramento para os Jogos Olímpicos, cruzámo-nos nos corredores do Pavilhão Atlântico», conta Videira. «Um pouco nervoso e também ansioso afirmou: “Em 5 minutos vou decidir 10 anos da minha vida”. Esta é a dura realidade para muitos de nós, um combate, um assalto pode ditar o destino de muitos anos de treino e dedicação. Fiquei emocionado quando atingiu o seu objectivo, era o mesmo objectivo que durante anos tem norteado a minha vida.»
Uma lição que merece não ser esquecida.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Pequim: Cinco factos sobre o 'Ninho'
O Estádio Olímpico de Pequim tem, este fim-de-semana, o seu primeiro grande teste. Eis, cinco factos sobre a obra emblemática destas Olimpíadas, segundo a Reuters:
* Construção iniciou-se a 24 de Deszembro de 2003, no mesmo dia em que começaram os trabalhos no vizinho «Cubo», a piscina olímpica.
* O estádio ocupa 258.000 metros quadrados e tem uma lotação de 91.000 pessoas. Durante os Jogos, vai acolher as cerimónias de abertura e de encerramento, as provas de atletismo e a final do torneio de futebol.
* Custou 3,5 mil milhões de yuans (cerca de 600 milhões de euros). Na sua construção foram utilizadas 42 mil toneladas de aço. Foi necessário recolocar 4707 residentes, de 2.043 casas.
* Construção foi suspensa em 2004, depois de críticas ao seu custo excessivo. O projecto foi, nessa altura, reformulada, retirando-se 9.000 lugares, 12.000 toneladas de aço e o tecto móvel.
* Depois dos Jogos, o estádio vai pertencer ao clube de futebol Guoan, de Pequim. A sua manutenção vai custar cerca de 7 milhões de euros por ano.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Pequim: Estádio aberto e vídeo na BBC
«Parece uma pilha gigante de spaghetti, pronto e à espera, no caso de Gulliver decidir aparecer para o almoço». Foi assim que o correspondente da BBC em pequim, James Reynolds, viu o Estádio Olímpico, hoje pela primeira vez aberto à comunicação social.
Com capacidade para 91 000 espectadores, desenhado pelos arquitectos suíços Jacques Herzog e Pierre de Meuron, o estádio é conhecido como «Ninho de pássaro», devido à sua estrutura intricada de metal, com 70 metros de altura. Demorou 52 meses a ser construído.
Apesar de ter sido desenhado por suíços, percebe-se o porquê da escolha de Pequim por este projecto: o estádio transmite ao mundo a mensagem de uma China moderna, forte, determinada, mas também fortemente enraizada no seu território e composta por múltiplas realidades.
