Mostrar mensagens com a etiqueta Bolt. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bolt. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Pequim: O 'reggae-power'


Há 40 anos, os Jogos Olímpicos do México ficaram marcados pelo «black power», com Tommie Smith e John Carlos a erguerem o punho enquanto era tocado o hino dos EUA, durante a cerimónia de entrega de medalhas nos 200 metros. Em Pequim estamos definitivamente na era do «reggae power», depois de assistirmos, noite após noite, às fantásticas prestações dos velocistas jamaicanos que só não arrebataram todas as medalhas das provas de velocidade porque a estafeta feminina falhou uma transmissão na final dos 4x100 metros.
A prova da superioridade jamaicana foi dada há cerca de três horas com a pulverização do recorde do mundo dos 4x100 metros masculinos. Os dois segmentos finais, protagonizados por Usain Bolt (mas que curva incrível!) e Asafa Powell (aquilo, sim, é velocidade terminal!) merecem ficar na história destes Jogos Olímpicos.

Medalhas: As contas de Bolt e Phelps


É também assim que se pode avaliar as prestações dos dois mais extraordinários atletas destes Jogos Olímpicos de Pequim: em que lugar da classificação geral estariam se fossem países?
A resposta é esclarecedora a dois dias do final das competições.
Michael Phelps, com as suas oito medalhas de ouro, estaria classificado em 9.º lugar da geral, apenas superado pela China, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Rússia, Alemanha, Austrália e Coreia do Sul, mas à frente da Itália, Holanda, Jamaica, França, Ucrânia e Espanha.
Usain Bolt, com as suas três medalhas de ouro (e outros tantos recordes do mundo, já agora...), ficaria num honroso 24.º lugar, mas imediatamente à frente de potências desportivas como Cuba e o Quénia.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Pequim: 'Happy birthday' Usain Bolt

De repente, o «Ninho de Pássaro» acabou de se transformar numa imensa sala de festa de aniversário. Depois de concluída a cerimónia de entrega das medalhas aos três primeiros classificados da final dos 200 metros de ontem, a instalação sonora do estádio começou a ecoar o «happy birthday to you». Destinário: Usain Bolt, que celebra hoje 22 anos. O público correspondeu com um enorme aplauso. E Bolt respondeu com o seu gesto de apontar os braços para o ar, como se fosse um raio a cair do céu.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Atletismo: O esforço de Usain Bolt


Quem o viu e quem o vê. No sábado, depois de bater o recorde mundial dos 100 metros, Usain Bolt apareceu eufórico e brincalhão na conferência de Imprensa. Hoje, depois de deixar o recorde do mundo dos 200 metros em 19,30 s, já parecia outro. Continuava bem disposto, mas notava-se que estava tremendamente exausto, a acusar o esforço de muitas corridas em poucos dias e, acima de tudo, daquilo que teve que dar na pista para poder destronar Michael Johnson.
Ele foi o próprio a reconhecer esse cansaço. E o esforço adicional que fez para se apoderar do recorde: «Este era o maior sonho da minha vida. Desde os 15 anos que sonhava com isto.»
Esse querer e vontade fizeram, de facto, a grande diferença face à corrida dos 100 metros, em que terminou a comemorar. «Eu já tinha o recorde dos 100 metros, não era nada que perseguisse. Por isso, quando percebi que ia ser campeão olímpico, fiz aquilo e celebrei, porque não estava a pensar no recorde. Eu só queria ganhar.»
«Esta noite foi diferente», continuou. «Desta vez, eu corri para o recorde. Queria ganhar e bater o recorde com que sonhava desde os 15 anos. Era a ocasião ideal: estou em grande forma e tinha que aproveitar esta pista rápida do Estádio de Pequim. Por isso, antes da prova começar disse para mim mesmo que ia deixar tudo na pista. Todas as forças que tivesse dentro de mim.»
E foi o que fez. Daí o seu ar exausto, quase hora e meia depois da final. «Agora só quero ir dormir», confessou.
Mas, se calhar, não vai ser fácil. Aqui em Pequim já passa da meia-noite. Já estamos a 21 de Agosto, o dia em que Usain Bolt celebra 22 anos. Se calhar, os outros elementos da delegação jamaicana não o vai deixar descansar tão cedo na Aldeia Olímpica.

Atletismo: Bolt volta a voar em Pequim

Se alguém ainda tinha dúvidas, agora já não restam nenhumas: o jamaicano Usain Bolt é, aos 21 anos, o homem mais rápido do mundo. No Estádio Olímpico de Pequim, Bolt voltou a voar pela pista e retirou dois centésimos de segundo ao histórico recorde dos 200 metros, de Michael Johnson, estabelecido há 12 anos, nos Jogos Olímpicos de Atlanta. No «Ninho de Pássaro» o cronómetro parou nos 19,30 segundos, deixando os 91 mil espectadores em delírio.
Ao contrário do que tinha sucedido na final dos 100 metros, no sábado, em que Usain Bolt começou a festejar a 10 metros da meta (mesmo assim, o suficiente para colocar o recorde nos 9,69 segundos!), desta vez o jamaicano correu até ao fim completamente compenetrado. E, na meta, ainda esticou o corpo para a frente, como mandam as regras dos sprinters. Esse gesto acabou por ser fundamental para a obtenção do recorde, já que inicialmente o tempo assinalado foi de 19,31 segundos, sendo depois corrigido no «photo-finish» para 19,30 segundos.
Curiosamente, antes da final se iniciar, o anterior recordista, Michael Johnson tinha afirmado que esperava a vitória de Usain Bolt nos 200 metros, mas que dificilmente ele lhe roubaria o recorde. No entanto, admitiu que se o jamaicano conseguisse fazer a curva melhor do que o habitualmente e aguentar a velocidade até ao fim, o seu recorde passaria a ter outro dono. Foi isso precisamente que sucedeu.
Durante a volta de honra, Usain Bolt virou-se para as câmaras de televisão do estádio e com o dedo indicador direito esticado, gritou duas vezes: «Sou o número um!
Em segundo lugar ficou Churandy Martina, das Antilhas Holandesas, com um recorde nacional de 19,82s, enquanto a medalha de bronze foi para o campeão olímpico de Atenas, o norte-americano Shawn Crawford, com 19,96 segundos.
Após a prova, em homenagem à proeza de Usain Bolt, a instalação sonora do «Ninho de Pássaro» começou a tocar música reggae. E Bolt, uma vez mais, aproveitou para dançar.

domingo, 17 de agosto de 2008

100 metros: O ano da Jamaica


Herb Elliott, o médico da selecção jamaicana de atletismo, bem avisou ontem os jornalistas que o procuravam após a retumbante vitória de Usain Bolt: «Hoje não podemos festejar. Amanhã temos prova. Amanhã as meninas vão correr os 100 metros e vocês vão ver como elas correm.»
Acabámos de ver. De uma forma impressionante: as três jamaicanas nos três primeiros lugares. Ou melhor: as três nos dois primeiros lugares, já que Sherone Simpson e Kerron Stewart ficaram empatadas as duas na medalha de prata, com um tempo rigorosamente igual de 10,98 segundos, que demorou vários minutos a ser anunciado. A campeã olímpica foi Shelly-Ann Fraser, com um recorde pessoal de 10,78 segundos.

sábado, 16 de agosto de 2008

Atletismo: E Bolt só se queria divertir

Grande excitação na conferência de Imprensa dos medalhados nos 100 metros, com Usain Bolt, sempre a mastigar uma barra de chocolate, a dominar todas as atenções.
Naturalmente, grande parte das perguntas foram no mesmo sentido: porque raio ele decidiu quase abrandar nos últimos 10 metros e, se não o tivesse feito, em quanto poderia ter deixado o recorde do mundo?
Respondendo sempre com poucas palavras, Usain Bolt encolhia os ombros: «Não sabia que ia para recorde do mundo, eu só me queria divertir na pista!»
Percebo agora a razão porque Herb Elliott, médico e vice-presidente da federação jamaicana de atletismo, repetiu várias vezes aos jornalistas estrangeiros que o procuravam: «Nem ele sabe a que velocidade consegue correr.»
E atenção, que o domínio jamaicano nas provas de velocidade pode prosseguir amanhã, com a final dos 100 metros femininos.

Inacreditável: Usain Bolt em 9,69s


Os 100 metros mais rápidos da história acabam de ser corridos na pista do «Ninho de Pássaro»: Usain Bolt voou durante 90 metros e depois passou os últimos 10 a anunciar a vitória, abrindo os braços e batendo com a mão direita no peito, ainda antes de cortar a meta. E o cronómetro, apesar desses últimos 10 metros, anunciou 9,69 segundos, menos três centésimos do que o seu anterior recorde mundial. Absolutamente fantástico.
Que tempo poderia ter ele feito se necessitasse de acelerar nos últimos dez metros: 9,50?
Desde Ben Johnson, em Seul-88, que não se via uma vitória tão expressiva numa final olímpica dos 100 metros. Esperemos que, desta vez, o resto da história não se repita.

Final dos 100 metros: Obikwelu aposta em Bolt

Para Francis Obikwelu, a final dos 100 metros vai ser ganha pelo jamaicano Usain Bolt, que já assinou o melhor tempo das meias-finais, com 9,85s (e a abrandar nos últimos 10 metros), a um centésimo do recorde olímpico do canadiano Donovan Bailey, estabelecido na final de Atlanta-96.
«Asafa Powell é meu amigo, mas o Usain Bolt está numa forma fenomenal, muito forte, não dá hipóteses», disse Obikwelu, que não acredita, no entanto, que o recorde do mundo seja batido em Pequim: «O Bolt já tem o recorde do mundo, ele agora quer é ganhar a medalha de ouro. Ele não vai correr para o recorde, ele vai correr para ganhar o ouro.»
Francis Obikwelu não ficou surpreendido com a eliminação do norte-americano Tyson Gay. Na sua opinião, foi até surpreendente ele ter-se classificado para a meia-final: «O Tyson Gay não está bem. Ele lesionou-se nos campeonatos dos EUA e, nos últimos dois meses, não correu. Era impossível estar em forma. Para mim, ele nem às meias-finais chegava.»

domingo, 1 de junho de 2008

Vídeo: Usain Bolt bate o recorde mundial dos 100 metros


O jamaicano Usain Bolt estabeleceu uma nova marca mundial nos 100 metros, ao deter o cronómetro em 9,72 segundos, no Grande Prémio de Nova Iorque, disputado sábado à noite no Icahn Stadium. Bolt retirou dois centésimos de segundo ao anterior recorde mundial, estabelecido pelo seu compatriota Asafa Powell (9,74 s) a 9 de Setembro de 2007.
Bolt, vice-campeão mundial dos 200 metros, em 2007, beneficiou de um vento legal de 1,7 metros por segundo para derrotar o seu grande rival e campeão mundial dos 100 e 200 metros, o norte-americano Tyson Gay, que terminou em segundo, com 9.85.